sábado, setembro 30, 2006

A mulher na casa de Simão

Lucas conta acerca de um jantar que Jesus participou, na casa de um fariseu chamado Simão. Algo inesperado aconteceu: uma mulher, considerada pecadora, entra na casa de Simão e, se joga aos pés de Jesus chorando. Suas lágrimas lavam os pés de Jesus. Usa seus cabelos para enxugá-los. Depois derrama óleo sobre os pés de Jesus. Segundo os padrões de conduta da sociedade da época, a ação daquela mulher era completamente imprópria. Sendo pecadora, aquela mulher deveria conhecer o lugar destinado a ela: excluida da comunhão das "pessoas santas". Mas, Jesus não rejeita sua ação. Ao contrário, afirma que sua atitude é consequência de sua gratidão.
Aquela mulher ciente de seu passado, reconhecia o amor de Jesus e seu perdão. Sua gratidão transformou-se em ato de adoração: "aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama". Ela sabia o quanto Deus a havia perdoado! Por isso, seu amor a Jesus, a fez quebrar convenções sociais, humilhar-se aos Seus pés e adorá-Lo.
Eu e você temos consciência do quanto fomos perdoados? Somos agradecidos por esse perdão? Já nos perguntamos onde estaríamos sem a presença de Jesus em nossa vida?
Essa reflexão deve nos levar à uma verdadeira adoração a Jesus. Nossa adoração a Jesus nos levará a atos que podem não ser compreendidos pela pessoas, mas que certamente tocarão o coração de Deus.
Que Deus abençõe seu dia!
Pastora Fátima

sexta-feira, setembro 29, 2006

As Eleições e a Fábula de Jotão

A Fábula de Jotão
Esta fábula é proferida por Jotão, filho mais novo de Gideão, que conseguiu escapar da morte, pois escondera-se do irmão mais velho, Abimeleque. Era o período dos Juízes, ou seja, período conhecido como Tribal. Depois de vários anos de liberdade o povo constituiu um sistema de governo que era democrático e atendia as necessidades das tribos. Era uma aliança entre as tribos de Israel que viviam na Terra Prometida. Se surgisse algum tipo de necessidade, homens ou mulheres eram vocacionados e chamados de juízes para defender a liberdade e bem estar do povo. Entre eles estava Gideão, que recebeu a proposta de ser rei, mas recusou (8:23-24). Para Gideão, Deus deveria continuar reinando sobre o povo.
Passados alguns anos, Abimeleque, filho mais velho de Gideão com uma concubina, procura os anciãos e faz uma proposta ideológica: ser governado por 70 descendentes de Gideão ou por um só? - Jz 9:2. O povo preferiu ser governado por um só, em vez de analisar a proposta de governo, analisar as motivações de Abimeleque ou procurar outros candidatos para ver quem tinha a melhor proposta e a intenção de cumprir com as promessas de campanha. Talvez aqueles que tinham condições de assumir o governo preferiram se omitir, a ter que enfrentar as responsabilidades de defender os direitos do povo. Haveriam de pagar um alto preço. Depois do acordo Abimeleque foi e matou todos os irmãos (9:5), só Jotão escapou. Com os recursos da aliança (impostos) Abimeleque contratou homens desocupados, levianos, violentos, na verdade, bandidos (9:4). O projeto político de Abimeleque não contemplava o povo, era um projeto ideológico, individualista, opressor e violento. Alguém precisa reagir pois o povo e os anciãos estão apoiando este projeto.
Jotão, o filho menor de Gideão, recebe informações e reage contando a fábula das árvores. A fábula de Jotão denuncia a atitude do povo e das lideranças tribais: na falta de boas propostas a do espinheiro é a melhor. O espinheiro só produz espinhos, não produz mais nada de bom.
Conclusão: esta história é um convite aos metodistas eleitores de hoje para que analisem as propostas, os candidatos e observem os frutos que produzem. A omissão ou pouco caso sobre as eleições pode promover um espinheiro em vez de oliveira, da figueira ou da videira. Nosso Credo Social ensina o seguinte: "A Igreja Metodista não identifica o cristianismo com nenhum sistema político-social-econômico. Julgamos o conteúdo e os métodos de qualquer sistema, segundo o Evangelho, de acordo com o espírito do ensino de Jesus ". Diante disso fica evidente que a Igreja tem a mais plena liberdade sobre qualquer ordem estabelecida e que sua responsabilidade é o julgamento.
Os Bispos afirmam: " Como cristão metodistas, somos chamados a servir à nação brasileira através de nossa participação ativa na construção de uma sociedade democrática...". Neste sentido, todos devemos participar conscientemente, votando para todos os cargos e não agir como as árvores da fábula de Jotão.
Na Carta Pastoral sobre as Eleições de 1998 encontram-se várias orientações. Recomendamos sua leitura e estudo.
Bispo Josué Adam Lazier
Pequenos passos podem nao fazer diferença numa jornada curta, mas para a longa jornada da vida sao capazes de colocar vocês num lugar completamente diferente. James Hunter

quinta-feira, setembro 28, 2006

Prá não dizer que não de namoro - Parte III

Namoro Indisciplinado
Leiam Pv 5:1-12. Os problemas sexuais e sentimentais do rapaz aconteceram porque ele desprezou no seu coração a disciplina (v. 12).
A autodisciplina é um elemento fundamental na vida crista. Saber a hora de chegar e sair da casa de um/a namorado/a, tomar cuidado com a liberdade excessiva de algumas famílias, evitar lugares solitários e propícios para os excessos, submeter-se à disciplina paterna é agradável a Deus e útil para a instrução (Hb 12:8-11).

Namoro que Quebra a Comunhão com a Igreja
Por que pessoas assíduas as reuniões da Igreja ausentam-se quando começam a namorar? Atribuem ao namoro uma importância prioritária ou fixam na sua prática.
Namoro que impede a comunhão com a Igreja e o compartilhar fraterno, não continuara sadio e nem com a aprovação de Deus (Hb 10:25).

Namoro Impuro Moralmente
Leiam II Tm 2:22.
Afinal de contas, trocando em miúdos, o que é impureza?
O que é impuro?
Dicionário: ‘’que não é puro, contaminado, imundo, sórdido, indecente, sensual, impróprio’’.
Todo o processo de infiltração da impureza no namoro começa no aconchego excessivo
Todo namorado ou namorada sabe que existem ‘’áreas proibidas’’ ou ‘’demarcadas’’ no corpo do outro.
O homem é excitado pelo que vê ou toca, mas a mulher é muito mais pelo que ouve. É nesse ponto que começa o processo de impureza. O casal esta abraçado, tentado e abrasado. O rapaz, que já esta abrasado pelo contato físico, começa então a estimular a jovem pelas declarações calorosas a respeito das emoções que ele esta sentindo por tê-la em seus braços. É aí que os vulcões se encontram e começa a erupção conjunta. As manifestações do desejo sexual são comumente destituídas de racionalidade. Um ser humano abrasado não raciocina.
Esse namoro fatalmente levará ao ato sexual antes do casamento.

domingo, setembro 24, 2006

Prá não dizer que não falei de namoro (Parte II)

Namoro Possessivo
Namoros sanguessugas: donos exclusivos da pessoa, negam-se a dividir os direitos com os pais, os amigos e com a Igreja. É um relacionamento tenso, envolto em ciúmes e frustações.
A renuncia é o oposto da possessividade (Lc 14:33).
A possessividade está ligada a baixa auto-estima, a qual gera insegurança ou medo de perder a pessoa, é necessário buscar a ajuda de um/a conselheiro/a para vencer este problema.
Renunciar não significa abandonar a pessoa, mas compreender que o/a outro/a não existe para satisfazer aos meus desejos pessoais ou está ao meu controle.

Namoro Indisciplinado
Leiam Pv 5:1-12. Os problemas sexuais e sentimentais do rapaz aconteceram porque ele desprezou no seu coração a disciplina (v. 12).
A autodisciplina é um elemento fundamental na vida crista. Saber a hora de chegar e sair da casa de um/a namorado/a, tomar cuidado com a liberdade excessiva de algumas famílias, evitar lugares solitários e propícios para os excessos, submeter-se à disciplina paterna é agradável a Deus e útil para a instrução (Hb 12:8-11).

Passividade X Humildade

Ser uma pessoa passiva é recusar-se a ter uma atitude por causa do medo. Ser humilde é ter uma atitude devido ao amor. Foi isso que Jesus quis dizer quando falou: "Se alguém te ferir na face direita, oferece também a outra". Ele não disse: "Se alguém te ferir na face direita, dá meia volta e afasta-te". Jesus queria que as pessoas tomassem uma posição firme e tivessem uma atitude digna. O que ele estava transmitindo é que o amor é mais forte do que o ódio. Se as pessoas atacarem você por ódio, procure amá-las até a morte. Jesus viveu este preceito literalmente na sua vida. Ele preferiu uma vida mais curta repleta de humildade e amor do que uma existência mais longa cheia de medo e passividade.
Mark W. Baker, Jesus, o maior psicólogo que já existiu.

sexta-feira, setembro 22, 2006

A Providência de Deus

Há 25 anos atrás, eu, meu marido e três filhos, moravámos em um apartamento de 3 quartos e mais dependências em Brasília. Fazíamos 25 anos de casados. Haviam 23 convidados de outro estado (RJ) e não havia cama para todos. Então, tivemos que acampar no chão da sala e quartos. Contudo, não nos importava a falta de organização. Fazíamos planos, (os mais extravagantes, possíveis e impossíveis!) para quando fizéssemos 50 anos de casados. Quão alegres foram aqueles momentos! Mas, não era alegria plena, pois eu estava longe de Deus, bem longe mesmo! Naquele período, eu havia feito a escolha de ficar sem compromisso com o Pai, assim poderia usar e abusar de bebidas, farras, piadas e o que mais aparecesse.
Hoje, dia 22 de setembro de 2006, exatamente25 anos depois, tudo mudou! Algumas semanas atrás, eu estava me preparando para passar o dia de hoje, sozinha. Quem sabe, ir a qualquer lugar, almoçar, ou cair na cama em uma tremenda depressão, daquelas que não temos fome, sono ou sossego no coração. Talvez, dormir o dia todo, quem sabe? Não seria ruim....
Só que algo inesperado aconteceu! Atualmente, estou reconciliada com Cristo Jesus e, Ele com sua infinita bondade, providenciou um dia muito alegre! Recebi a visita inesperada de uma filha do coração, e mais três amigas, ex -colegas de trabalho. Novamente temos que acampar! O apartamento que estou tem apenas um quarto e, são quatro pessoas, cinco comigo. Mas, elas não sabiam que hoje eu faria 50 anos de casada! “COINCIDÊNCIA”??? Não! Bondade divina! É a mão de Deus sobre minha vida, pois Ele supre em glória todas as nossas necessidades, sejam elas, materiais ou espirituais. Isso se faz relembrar um velho e conhecido amigo, o Salmo 23:
O Senhor é meu Pastor,
Nada me faltará...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
Não temerei mal algum...
Unges-me a cabeça com óleo e meu cálice transborda...
OBRIGADO, SENHOR!

Argentina Velloso